
Concreto celular é um concreto leve caracterizado pela presença de inúmeras bolhas de ar distribuídas de forma homogênea na massa. Essa estrutura de vazios reduz significativamente a densidade do material em relação ao concreto convencional, conferindo bom desempenho de isolamento térmico e acústico, além de facilidade de manuseio e corte.
Sua utilização é bastante difundida no mundo, sendo aplicado em paredes, divisórias, enchimento e nivelamento de pisos, elementos pré-fabricados e, em versões estruturais controladas, em blocos e painéis. No Brasil, é bastante empregado em habitação e em sistemas construtivos industrializados que buscam rapidez e leveza.
Como é produzido
A leveza pode ser obtida por dois caminhos principais, que dão origem a materiais distintos:
- Concreto celular espumoso: as bolhas são incorporadas por espuma pré-formada ou por aditivo espumígeno misturado à pasta de cimento, areia e água. É moldado no local ou em fôrmas e cura em condições normais.
- Concreto celular autoclavado (CCA): a expansão ocorre por reação química (em geral com pó de alumínio) e o material é curado em autoclave, sob vapor e pressão, resultando em blocos e painéis de maior resistência e uniformidade, produzidos industrialmente.
Características principais
- Baixa densidade, o que reduz o peso próprio das estruturas e das cargas nas fundações.
- Bom isolamento térmico e acústico, graças aos vazios de ar.
- Boa resistência ao fogo e facilidade de corte, furação e ajuste em obra.
- Resistência mecânica menor que a do concreto convencional, variando conforme a densidade e o processo de produção.
Normas aplicáveis
No Brasil, a execução de paredes de concreto celular espumoso moldadas no local é tratada pela ABNT NBR 12645, com a especificação correspondente na ABNT NBR 12646. Para blocos de concreto celular autoclavado há normalização específica de requisitos e ensaios (dimensões, densidade e resistência). Recomenda-se sempre consultar a versão vigente no catálogo da ABNT, além das normas de desempenho de edificações, como a ABNT NBR 15575.
Aplicações típicas
- Paredes e divisórias internas e externas, com blocos ou painéis.
- Enchimento e regularização de lajes, contrapisos e caimentos, aproveitando a baixa densidade.
- Isolamento térmico e acústico de coberturas e vedações.
- Elementos pré-fabricados e habitação de interesse social, por combinar leveza e produtividade.
Vantagens, limitações e cuidados
Entre as vantagens estão a redução de peso, o conforto térmico e acústico, a boa produtividade e o menor consumo de estrutura e fundação. Como limitações, o material tem resistência mecânica mais baixa e maior absorção de água, exigindo proteção adequada contra umidade e revestimentos compatíveis. Nos processos moldados no local, é essencial o controle da densidade, do teor de espuma e da cura para garantir uniformidade e desempenho.
Do ponto de vista de sustentabilidade, o concreto celular contribui para eficiência energética das edificações, por reduzir a necessidade de climatização, e para a industrialização da construção com menos desperdício. Também há pesquisas com aditivos espumígenos alternativos e adições minerais para reduzir o consumo de cimento e a pegada de carbono.
Fontes e referências
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Tipos de ConcretoDo convencional ao protendido, do auto-adensável ao rolado: conheça cada tipo de concreto e onde aplicá-lo.



