Pular para o conteúdo
Equipamentos

Centrais Dosadoras de Concreto

Entenda o que faz uma central dosadora de concreto, seus componentes, tipos de dosagem e carregamento, automação, controle de qualidade e as tendências.

Conteúdo revisado em julho de 2026

Centrais Dosadoras de Concreto

As centrais dosadoras são as instalações responsáveis por pesar e dosar os materiais componentes do concreto (cimento, agregados, água e aditivos) e transferi-los para o caminhão-betoneira. Nesse modelo, chamado de dosagem em central, a mistura e a homogeneização finais são feitas no próprio tambor do caminhão, antes de seguir para a obra.

Uma central dosadora é composta, basicamente, por silos de cimento, reservatórios de água e de aditivos, balanças para cimento e agregados, medidores de água (hidrômetros ou balança de água), compressores, comportas e transportadores de correia. As células de carga das balanças são o coração do processo: são elas que garantem a pesagem precisa de cada insumo e, portanto, a fidelidade ao traço especificado.

Tipos de central e de carregamento

As centrais se diferenciam principalmente pela forma de armazenar e pesar os agregados e pelo tipo de carregamento do caminhão:

  • Quanto aos agregados: nas centrais do tipo tow-go, os agregados ficam ao nível do solo, e uma pá-carregadeira os transfere para a balança conforme a produção. Nas centrais com caixas ou baias elevadas (com estoque superior), os agregados são liberados por gravidade, através da abertura de comportas, o que agiliza a dosagem.
  • Quanto ao carregamento: no modo manual, o operador de balança (balanceiro) comanda diretamente a pesagem e a transferência dos materiais por meio de um painel com botões para comportas, correias, insufladores de ar, vibradores e bombas d'água.
  • No modo automatizado, o balanceiro digita o código do traço e o volume desejado no computador, que comanda o painel de controle; o operador só intervém se for detectado algum problema na carga.

Infraestrutura necessária

O terreno de uma empresa de concretagem (concreteira) precisa comportar, além dos equipamentos da central, um pátio de agregados para estocar areia e brita, área de manobra e estacionamento dos caminhões e edificações de apoio, como escritório, cabine de comando, vestiário e refeitório. Cada vez mais, projeta-se também a gestão das águas de lavagem e o reaproveitamento de resíduos, tema ambiental relevante para o setor.

Controle de qualidade e manutenção

A manutenção preventiva e a aferição periódica das balanças e dos medidores são indispensáveis: uma central parada significa caminhões ociosos e clientes sem atendimento, além do risco de dosagem fora de especificação. A ABNT NBR 7212, em sua versão vigente, estabelece os requisitos de preparo, fornecimento e controle do concreto dosado em central, incluindo o controle dos materiais, da dosagem e das operações. Boas práticas incluem calibração regular das células de carga, controle da umidade dos agregados (que altera a água efetiva do traço) e registro rastreável de cada carga produzida.

Automação e tendências

A automação das centrais evoluiu de simples painéis de comando para sistemas integrados que controlam a dosagem, corrigem a água em função da umidade dos agregados, registram cada traço e emitem relatórios de produção. A conexão com softwares de gestão permite acompanhar em tempo real a produtividade, o consumo de insumos e a rastreabilidade das entregas. Entre as tendências estão a integração com a telemetria da frota de betoneiras, o monitoramento remoto da central, o uso de sensores para controle de umidade e consistência e iniciativas de sustentabilidade, como reaproveitamento de água e de concreto residual.

Continue explorando

Equipamentos

Bombas, caminhões-betoneira, centrais dosadoras, misturadoras e pás-carregadeiras que movem o concreto.